Menina de Óculos

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Na caixa de mensagem do Papai Noel


Querido Papai Noel,

Desculpa não ter escrito uma carta, mas é que ir ao correio me deixa muito cansada. Nunca tem onde estacionar o carro e andar muito, o senhor sabe, é contra meu código de ética. Preferi as novas mídias. Eu sei que o senhor é pós-moderno e vai me ler.
Gostaria de dizer que eu me comportei bem esse ano. Fui boa menina de óculos, passei de ano... quer dizer, faz tempo que eu não preciso mais "passar de ano". Mas o senhor sabe como é, né?! É a força do hábito. Mas o importante é que eu fui fofa. Quer dizer, nem tão fofa assim. Eu confesso que, algumas vezes, eu falei palavrão no trânsito, usei sacolas plásticas e não ecobags, matei muitas formigas e umas duas ou três borboletas, mas eu juro que foi sem querer. Eu também não plantei nenhuma árvore, mas pensa positivo Noel: eu escrevi um livro. Em geral, eu fiz quase tudo sempre certo. E é por isso que venho por estas muito bem traçadas linhas dizer que o senhor podia me dar de presente um video-game. Hã?! Não. Não. Eu não jogo video-game desde que o meu Atari deixou de funcionar, em mil novecentos e oitenta e alguma coisa. O senhor podia me dar, então, um... deixa ver. Ah, já sei!!!!!!!! Pode ser uma boneca. Ah... mas eu num brinco mais de boneca desde que eu tenho 8 anos. Ai, então, o senhor pode me dar uma...um...é... Bom. Pensando bem. Eu acho que tá tudo tão lindo esse ano, que é melhor o senhor não me comprar nada não. Deixa pra lá. A vida vai muito bem obrigada. Eu já tenho um emprego lindo, dinheiro no bolso, saúde pra dar e vender. Ah, e eu tenho outras coisinhas a mais também... (riso bobo). Então, é melhor o senhor comprar presentinhos pras outras meninas de óculos. Mas que fique claro que nenhuma delas é tão charmosa quanto eu. Mas, esse ano, eu deixo o senhor dar uma atençãozinha pra elas também. Então, é isso. Espero que o senhor esteja bem; que tenha quem amar e que a neve na sua terra não derreta antes de 2050.
Abraços fraternos,
P.S: O senhor tem twitter, papai noel? Sabe o que é... É que ano que vem eu tô pensando em facilitar sua vida e escrever em apenas 140 caracteres. Caso o senhor tenha, me segue, tá!!! Lá no twitter, eu sou a @franmodesto.

Fran

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

... chove lá fora!


Hoje está exatamente assim...chovendo!!!!

Lema do blog: All you need is love.


O mundo lembrou dos 29 anos de morte de John Lennon essa semana. Para homenageá-lo, por sugestão da minha amiga Pat, eu vou postar mais uma imagem fofa que faz referência a música dos Beatles - all you need is love.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Vocês já perceberam...

... que, no aeroporto, os abraços são mais abraços?

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Para manter o tom...

Faz bracinho...




\o/

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Ironia phyna!

Alguém digitou "foto de barriga tanquinho" e caiu no meu blog. Nem preciso dizer que num entendi até agora como se deu esse acontecimento. Mas adianto que achei o google bem espirituoso...
:P

Dar aula e fazer stand up comedy é tudo a mesma coisa.

Há momentos e situações e frases e acontecimentos e palavras que só não causam mais constrangimento para um professor do que o próprio fato dele ser professor. E um deles são as frases ditas na hora errada, no lugar errado, de forma errada, na vida errada. Por exemplo, o que é que a gente responde pra uma pessoa que no meio de uma aula sobre videos criados para internet, comenta o seguinte: "minha tia mora na cidade tal...". É?? Sua tia mora lá é? Ah, legal!! Levando em consideração que eu num conheço sua tia e num sei qual é o link dessa informação com a minha aula, eu desejo que você tenha quem amar e quando estiver bem cansada que ainda haja amor pra recomeçar. É tudo que eu consigo pensar em dizer num momento como este, mas na verdade eu num digo nada. Eu sorrio o meu sorriso mais ensaiado em casa e sigo a vida como se eu fosse passista de ala de passo marcado em escola de samba no carnaval do Rio de Janeiro.

Só uma conjectura...

Eu, no ato das minhas atribuições legais, queria fazer alguns questionamentos. Na verdade, eu devia ter postado isso semana passada, mas é que eu vivendo num ritmo menos intenso, o raciocínio tá lento e o blog é meu mesmo, logo posto quando quiser. Então vamos lá...

Eu lembro que há dois ou três anos atrás, o Zeca Camargo teve no Acre dando uma palestra e no meio dela perguntou a platéia se nós no Acre usávamos internet e sabíamos o que era blog. Alguns meses antes desse episódio, eu estava numa outra palestra, dessa vez do professor Pasquale, e ele perguntou se nós no Acre líamos a Folha de São Paulo e, se por acaso, sabíamos que existia uma rede de TV chamada TV Cultura. E, mais recentemente, na semana passada, uma produtora do Jornal Nacional, dando uma pseudopalestra na Universidade Federal do Acre - para alunos de comunicação - perguntou se as pessoas presentes usavam twitter. Uma pergunta daquele tipo mais afirmação do que pergunta. Em que nas entrelinhas constava alguma informação do tipo: "Ah, eles não usam twitter, nem devem saber do que se trata. Afinal, estão no Acre, na Amazônia, no norte do mundo, fadados a lama e ao esquecimento".
Pois bem. Feito esse preâmbulo, me ponho a conjecturar. Até quando eu vou ouvir gente ignorante dando palestras no Acre e tratando as pessoas do norte como se elas fossem completas excluídas a própria sorte??? Enquanto uns acham que nós no Acre não existimos, há os que têm certeza e há os que apesar de saberem da nossa existência, acham que somos bem limitadinhos. Por que as pessoas sempre acham que nós desconhecemos quase tudo da vida pós-moderna contemporânea? Se bem que a TV Cultura e a Folha de S. Paulo de pós-moderna num tem nada. Que o meu comentário, então, fique restrito as mídias online.
E que fique claro também que eu não tenho complexo de colonizada. Só estou argumentando que mesmo na platéia e aparentemente distraída, eu observo muito bem o que acontece a minha volta e as impressões que as pessoas têm de mim e do meu estado.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Passando o tempo.

Meme me lembra aqueles caderninhos que eu preenchia quando tinha 12 anos. Num muda muita coisa na nossa vida, mas ajuda a passar o tempo e faz a vida parecer mais leve. Acredite!

Há 10 anos: Há 10 anos atrás, eu tinha 17. Fazia o Curso de Letras, andava de tênis, usava aparelho, pegava ônibus e já tinha esse número de celular que tenho hoje. Ainda não tinha passado por nenhum Ritual de Passagem. Conheci o Fred. Aprendi que professores de Filosofia são estranhos. Meu livro de cabeceira era Linguística Contemporânea, de Edward Lopes. Ah, pesava 30kg a menos.

Há 5 anos: Cinco anos atrás eu tinha 22 aninhos. Já era formada em Letras, já tinha feito especialização. Já não achava mais a vida fácil e nem simples. Trabalhava como se não houvesse amanhã, ganhava pouco, levava desaforo pra casa, acordava às 6 da matina, sofria com ausências e já tinha dores na alma. Mas eu regava tudo isso com meu humor negro e seguia a vida quase plena de mim.

Há 2 anos: Em 2007, eu fazia Mestrado. Já tinha blog. A vida era a precipitação do caos. Taí um ano que só terminou um dia desses...

Há 1 ano: Em 2008, eu fui aprovada num Concurso Público. Achei chic!!!!! O resto foi tensão no Caldeirão...

Ontem: Ontem, eu apliquei prova, corrigi prova, elaborei prova. Tudo nessa sequência!!!

Amanhã: Amanhã, eu aplico prova. Corrijo prova. Lanço nota. Tudo nessa sequência!!!

Cinco coisas sem as quais não posso viver:

Eu preciso de Deus. Só ele entende a complexidade da minha mente. É basicamente assim.

Cinco coisas que eu compraria com Mil reais: Uma calça jeans.

Cinco maus hábitos:Eu sou fofa. E gente fofa num tem maus hábitos.

Três coisas que me assustam:

gente me assusta, rã me assusta...

Três coisas que estou vestindo nesse momento:

Hã?!?!!

Cantores/Bandas favoritas: Só falo da minha vida profissional.


Três coisas que realmente quero agora:

Férias...

Três lugares onde quero ir nas férias:

Eu quero ir pra Pasárgada porque lá sou amiga do Rei...

Recebi o meme da Pamela. Brigadinha ...
:)

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mantenha distância: Fran em compras.

No meu mundo, loja de departamento é aquela em que eu entro, escolho o que quero, me dirijo ao caixa, pago e vou embora sem falar com ninguém. Tudo muito simples e rápido. Mas, em Rio Branco, loja de departamento é aquela em que eu piso do lado de dentro e já começo a ser seguida por uma sombra, que se identifica como alguém que quer me ajudar e me sobrecarrega de perguntas: "o que a senhora deseja? está procurando algo? é pra presente? qual o número? a cor?". Eu, geralmente, ofereço o meu melhor sorriso e digo que estou só olhando. Mas a vontade no corpo todo é dizer:
"Não, obrigada.
Eu não quero sua ajuda.
Eu não quero sua companhia.
Eu não quero você perto de mim.
Você está me impedindo de respirar com tantas perguntas.
Saia daqui!
Desapareça antes que eu coloque em prática minha única aula imaginária de boxe que eu fiz na adolescência.
Abraços carinhosos.
Fran".

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Achei fofo!


:)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

28 de novembro de 2008

... porque algumas histórias começam antes.
E a gente só entende depois.
(...)

...pro passado eu não volto mais.

Outro dia, encontrei uma colega do tempo da escola; alguém que um dia chamei de amiga e depois, por qualquer motivo daqueles que a gente tem na adolescência, eliminei a sujeita do meu convívio. Não que eu tenha passado tantos anos sem vê-la. Pelo contrário. Nos encontramos sempre. Só não nos cumprimentamos mais. Eu viro o rosto na direção contrária e ela abaixa a cabeça ou vice-versa. Tudo bem sintonizado. Mas nessa semana, sei lá por quê, eu tive vontade de dizer oi, mas confesso que deu preguiça. Juro que deu indisposição no corpo todo reestabelecer esse laço. Preferi deixar pra lá. Porém, me alegrei em não sentir mais raiva.
O mesmo aconteceu quando encontrei um ex-namorado recentemente na fila do cinema. Em outros tempos: Ai, como eu o odiei!!!! Pra ele, eu desejei a morte seguida de mutilação de todos os órgãos em praça pública. Também desejei uma morte dolorida, sofrida e com muito derramamento de sangue. Mas ao vê-lo esses dias, acompanhado de sua atual esposa, eu entendi que a raiva morreu. E desconfio até que acordei mais magra, essa semana, porque me livrei dos sentimentos ruins que essa gente me trazia.
Que eles sejam felizes e que eu perca 30 kg e entre numa calça jeans número 38...
Risos.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Yes, I can.

Dormi com uma dor de cabeça horrosa e acordei lindamente magra...

Se houver sensação melhor do que entrar numa calça jeans outrora apertada - por favor, não me contem. Eu preciso manter comigo essa felicidade boba ...
:)

terça-feira, 24 de novembro de 2009

(Insira aqui o seu próprio título)

Eu não sei como funcionam as coisas em outra profissão, mas quando se é professor, o ano é dividido em ciclos. O ano seguinte começa no ano anterior. Eu explico. Tudo começa em dezembro, o mês de ser demitido ou (re)contratado, quando não se é aprovado em concurso público. É aquele período em que você não pode fazer planos pro futuro porque nem sabe se vai ter um. Os meses seguintes também são tensos. Janeiro e fevereiro são meses em que, caso se tenha emprego, é necessário imaginar quem serão seus alunos e que tipo de relação você terá com eles. Além disso, é necessário fazer planejamento, preencher relatórios, tabelas, elaborar projetos, criar estratégias de sobrevivência, teorias universais, fazer cara de coitado, fingir que o mundo é lindo e você acredita na paz mundial.
Quando as aulas começam, geralmente, o professor acha que pode transformar a realidade, os alunos, além é claro de acreditar que pode educar, ensinar, ser simpático, carismático, integro e tudo mais que você, um dia, acreditou que o melhor professor do mundo poderia ser. Março, abril, maio são meses de trabalho pesado. É aquele período em que ou você trabalha ou você trabalha. Sem mais opções. Em junho e julho são os meses em que você nem acabou uma etapa e já está organizando a seguinte. E, daí em diante, tudo é a precipitação do caos.
O segundo semestre é a exaustão, o cansaço sem limites, a ausência de paciência para fazer social. É a perda total do senso de humor. Você já leu tudo que tinha pra ler, você já ouviu todas as desculpas da face da terra, já fingiu que num viu umas coisinhas que aconteceram no meio do caminho, num ouviu certas palavras pra evitar problemas e preferiu seguir a vida lembrando da sua infância mágica.
Agosto, setembro, outubro são acompanhados de relatórios, planejamento, notas, prazos, trabalhos, provas, o que por sua vez, já são sinônimos de exaustão múltipla de todos os órgãos. Acredite: nessa altura da vida, nada mais faz sentido. Mas, pra mim, não há nada como o mês de novembro. É o ápice. O clímax do desespero. Supostamente as férias estão próximas, porém é tudo supostamente, ainda no campo do imaginário. Antes delas chegarem a quantidade de notas a serem lançadas, de provas a serem corrigidas, de chamadas a serem preenchidas e de desculpas a serem ouvidas atinge proporções inimagináveis. E por mais que você tenha sido treinado(a) pra passar digno(a) por essa situação, há um momento em que decididamente a mente não acompanha mais a velocidade dos acontecimentos. E eu estou exatamente nesse momento. Daqui pra frente, eu não leio mais, não escuto mais, não entendo mais, não me lembro mais, não tolero mais. Eu - nada mais. Simples assim. E o meu único consolo em meio ao caos - é que agora, pelo menos, eu não corro mais o risco de ficar sem emprego...

domingo, 22 de novembro de 2009

Help me, please!

Estou tentando atualizar minha lista de blogs amigos. Caso você me tenha linkada ao seu blog e eu nunca tenha percebido isso, por favor, me deixa um recadinho aqui para eu poder incluí-lo(a) na minha listinha, tá!??!?
Desde já, super agradecida no corpo todo.
Beijos
:)

Música...


... para o tempo passar melhor!

Feito o registro

Acabei de ouvir essa frase na TV: "Perdoar é conviver com um cristal quebrado". Não sei ao certo quem disse, apenas gostei da frase. Não tenho nada a acrescentá-la, mas gostaria de deixá-la aqui.

sábado, 21 de novembro de 2009

Norte

Sentados à mesa do café, uma família, em Viver a Vida, fala sobre planos: os planos que foram feitos e a vida desfez, os planos que precisam ser refeitos com frequência, os planos que precisaram ser feitos e refeitos ao longo do caminho. Eu, assim como eles, também estou precisando refazer planos e mudar a vida de rumo e quem sabe encontrar um novo caminho, "mesmo que o começo seja muito duro", como afirmou uma das personagens.